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domingo, 14 de dezembro de 2025

A FRAGILIDADE POLÍTICA DE HUGO MOTTA TRANSFORMA CÂMARA DOS DEPUTADOS EM BARRIL DE PÓLVORA



O embate entre os Poderes em Brasília ganhou contornos ainda mais graves na Câmara dos Deputados, sob a gestão

de Hugo Motta (Republicanos-PB). 


Aos 44 anos, Motta ocupa uma cadeira que concentra poderes decisivos. Está na mão dele, o controle da pauta legislativa nacional. Mas sua condução errática, marcada por concessões e falta de liderança, tem transformado a Casa em um barril de pólvora, sem tampas nem comando. 

A instabilidade, sentida por especialistas desde o início do mandato, ganhou ainda mais evidência na condução de pautas como"PEC da Blindagem" e do PL da Dosimetria, este último visto como uma anistia velada a envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.  

Ao pautar temas sensíveis, Motta deixou evidente uma submissão aos interesses de caciques do Centrão, o que é, em essência, o retrato de um presidente que não governa: apenas obedece.


Ocupação da Mesa da Câmara virou fraqueza simbólica 

O episódio emblemático da fragilidade do presidente foi a confusão generalizada no plenário, quando o deputado Glauber Braga (Psol), que enfrentava processo de cassação, assumiu a cadeira de presidente e teve de ser arrancado de lá pela Polícia Legislativa, sob comando de Motta. 


O episódio inaceitável teve elementos simbólicos: truculência contra um membro da casa e autoritarismo, ao proibir a presença da imprensa e a transmissão pelos veículos de comunicação da Casa. Pegou muito mal! 

Tudo isso aconteceu por conta de um precedente gravíssimo aberto em agosto desse ano quando deputados bolsonaristas ocuparam a presidência da Casa e não sofreram nada de punição por parte da Mesa Diretora, comandada por Hugo Motta. Foi a demonstração simbólica de fraqueza de liderança do presidente. 

Condução abre espaço para intervenções do STF 

A condução dos processos disciplinares de Braga e Zambelli foi outro elemento a colocar em xeque a autoridade de Motta. A leniência institucionalizada enfraquece o Legislativo, submete a Casa a interesses corporativos, estimula a lógica da impunidade e abre espaço para nova intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Moraes reverteu a decisão no caso de Carla Zambelli e determinou a cassação. 

Tem sido quase unânime a avaliação de parlamentares que veem em Motta um “presidente fraco para tempos difíceis”

A Câmara dos Deputados, que deveria ser um eixo de estabilidade política, virou terreno de disputa sem rumo ou coordenação. A cadeira que Motta ocupa tem poder para ordenar a pauta nacional. Mas, nas mãos erradas, torna-se um risco para uma democracia já suficientemente tensionada.PONTO DO PODER

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