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sábado, 30 de maio de 2015

ESCÂNDALO DA FIFA; CARTOLAGEM BANDIDA

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“Houve uma investigação. Mas não houve delação”
J. Hawilla diz à ISTOÉ que o dinheiro devolvido por ele à Justiça americana nada tem a ver com seus negócios no Brasil, não quis comentar a prisão de Marin e afirma que está recuperado de um câncer na garganta

Na manhã de quinta-feira 28, um dia após vir à público o escândalo da Fifa e a prisão de seus dirigentes, o empresário J.Hawilla, dono da Traffic, atendeu no celular uma ligação de IstoÉ. 

O empresário justificou que não poderia dar declarações, mas acabou respondendo a algumas perguntas antes de desligar o telefone. Hawilla vive hoje em Miami. Ele confirmou que teve câncer na garganta, e está se recuperando. 

Este seria o motivo que o levou a mudar para os Estados Unidos, deixando as operações no Brasil a cargo dos filhos. No mercado do marketing esportivo, o que se diz é que as operações da Traffic no Brasil na área de eventos foram reduzidas nos últimos anos, e que a empresa se dedicava às transações para transmissão de jogos e campeonatos de futebol.

IstoÉ – Me responda apenas uma pergunta. Por que você resolveu fazer a delação premiada e se declarar culpado na investigação que culminou com a prisão de dirigentes da Fifa, entre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin?

J. Hawilla – Não existe delação. Isso é lenda da imprensa, porque simplesmente não houve isso. Desculpe, eu não posso falar.

IstoÉ – O que então aconteceu?

Hawilla – Aí você já está entrando numa outra pergunta. Falou que ia fazer uma só. Só posso te garantir que não houve delação nenhuma.

IstoÉ – O que houve então?

Hawilla – Eu não posso dizer... não posso dizer. Houve uma investigação. Mas delação não houve.

IstoÉ – Mas você já devolveu quanto de dinheiro?

Hawilla – Mas isso é relacionado com os Estados Unidos. É uma empresa nossa nos Estados Unidos. Não tem nada a ver com o Brasil.

IstoÉ – Por que não tem nada a ver com o Brasil? As investigações não ligam o esquema ao Brasil, à Copa do Mundo?

Hawilla – Não. Imagina...

IstoÉ – Como viu a prisão de José Maria Marin?

Hawilla – Desculpa querida, não posso falar mais nada. Vou cortar a ligação.

IstoÉ – Há uma informação de que você está doente. É verdade?

Hawilla – Já estou me recuperando.

IstoÉ – O que você tem?

Hawilla – Não tenho mais. Eu tinha.

IstoÉ – Você teve câncer?

Hawilla – Tive. Agora não tenho mais.

IstoÉ – Onde?

Hawilla – Na garganta.

IstoÉ – Continua o tratamento?

Hawilla – Já estou recuperado. Desculpe, querida, eu vou cortar a ligação.

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