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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

COVID NO CEARÁ; NOVO DECRETO PODE TRAZER MEDIDAS MAIS DURAS

Por ipuemfoco   Postado  quarta-feira, fevereiro 17, 2021   Sem Comentários



Chega cercada de expectativa a reunião desta quarta-feira (17) do comitê científico montado para avaliar a situação da Covid-19 no Estado. 


O recrudescimento da Covid-19 no Ceará, com o aumento do número de casos e a lotação dos hospitais das redes pública e privada, tanto gerou preocupação como aumentou a circulação de boatos nas redes sociais sobre uma possível decretação de 'lockdown', fato que foi negado pelo governador Camilo Santana na manhã de ontem (16).


negar o lockdown, o governador quis dizer que não havia, de momento, decisão neste sentido. Entretanto, Camilo deixou claro que a situação como um todo será avaliada justamente na reunião desta quarta no grupo composto, além do Governo do Estado, pela presidência do Tribunal de Justiça e da Assembleia Legislativa, pelo Ministério Público Estadual e Federal, área técnica de saúde e a Prefeitura de Fortaleza.

Números alarmantes

A análise até superficial do número de casos, internações e mortes no Estado apontam que o lockdown parece inevitável. Porém, a decisão de restrição severa das atividades econômicas e sociais não depende só da situação da Saúde.

Há uma complexidade bem maior na avaliação do cenário, o que justifica a cautela do governador com o tema. Como já relatamos, profissionais de Saúde que aconselham as autoridades cearenses consideram que deve haver sim uma restrição mais rígida das atividades não essenciais para evitar uma disparada maior dos casos e para resguardar a estrutura hospitalar principalmente na Capital cearense para os próximos 15 dias, período em que devemos chegar ao "platô" de casos.

Sob pressões

As pressões vêm de todos os lados. Ontem (16), o Estado anunciou um conjunto de medidas de apoio ao setor de eventos. São cinco pontos que envolvem isenção de IPVA, parcelamento de débitos de ICMS, edital para eventos virtuais corporativos e ajuda financeira aos trabalhadores da área.

Ainda estão em estudo medidas para o setor de bares e restaurantes, disse Camilo. Mal deram uma satisfação aos dois setores mais atingidos e as autoridades já estão vendo a situação epidemiológica piorar.

Condições objetivas

Antes de anunciar qualquer medida mais rígida, o governador deve também observar as condições objetivas que o poder público pode oferecer ao cidadão em meio ao caos.

No momento, embora esteja clara a disposição de o Congresso Nacional aprovar um novo auxílio emergencial, não há nada concreto. Igualmente, as medidas para atender empresas e trabalhadores como a suspensão de jornada e de contratos também não constam no papel.

As medidas adotadas por estados e municípios, embora importantes, não conseguem resolver o problema macro. Trata-se, portanto, de uma situação delicadíssima que força os governantes - que têm juízo - a agirem com cautela. O caso é gravíssimo.INÁCIO AGUIAR/DN

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