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domingo, 13 de janeiro de 2019

GATE ATUA COM DÉFICIT DE EXPLOSIVOS NO CEARÁ

Por Rogerio Palhano   Postado  domingo, janeiro 13, 2019   Sem Comentários


Após tragédia em Milagres, o Gate atua com um efetivo menor, de 52 policiais. Companhia só aceita PMs com cursos de Ações Táticas ou "Caveiras".

Por conta da investigação da tragédia de Milagres, onde morreram 14 pessoas, sendo seis reféns, 12 policiais militares do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foram afastados, entre eles quatro explosivistas e dois snipers. 

O Gate possui um efetivo de 64 policiais e está trabalhando com 82% do efetivo. Para atuar na Companhia é necessário ter o curso de ações táticas ou o curso dos "Caveiras", que é o Curso de Operações Especiais (Coesp). Dentro do Gate, ainda existe o esquadrão antibombas, que possui explosivistas e profissionais capacitados ao manuseio de artefatos explosivos. 

O procedimento adotado é que em todas as ocorrências com explosivos o Gate seja acionado para transporte, manuseio e detonação dos artefatos. Em 2016, o Grupo de Ações Táticas Especiais atendeu 33 ocorrências com explosivos, em 2017 foram 32 casos. Nestes, a maioria era referente a explosões em agências bancárias no interior do Estado. Nos três primeiros meses de 2018, o número deu um salto para 12 ocorrências em menos de três meses. 

O aumento preocupou o comando, que organizou uma série de palestras que se estendiam aos batalhões de Polícia Militar. As ações de orientação sobre o que fazer ou não fazer durante situações que envolvem explosivos. 

Nos primeiros dias de 2019, aproximadamente 200 ataques foram registrados. Nas situações, explosivos nos principais viadutos de Fortaleza e Região Metropolitana, além do uso de coquetel molotov contra repartições públicas, privadas e coletivos.

O grande número de explosivos, do tipo emulsão, sobrecarrega e deixa à mostra o déficit de explosivistas. Policiais militares especializados foram chamados de outros estados, como Bahia e Piauí. Na última quinta-feira, 10, quando houve aexplosão no viaduto da avenida Whashington Soares, pela segunda vez em uma semana, técnicos da Bahia e do Gate do Ceará atuavam na ação. De forma simultânea, outra ocorrência de explosivos foi confirmada, desta vez no viaduto do Conjunto Esperança. 

Em praticamente todos os ataques, o Gate tem sido acionado e quando as ações se estendem diante do interior do Estado, a dificuldade é maior. O número restrito do efetivo se dá por conta da complexidade dos cursos que são exigidos. 

Uma fonte ligada à Polícia Militar relata que, diante das novas medidas adotadas, de chamar policiais militares da reserva e aumentar as horas extras, ainda não foi verificada a possibilidade dos 12 policiais voltarem a atuar diante dos ataques criminosos.

As investigações seguem e os militares foram ouvidos pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), além do processo da Controladoria Geral da Disciplina (CGD). Uma força-tarefa para investigar as mortes de Milagres foi montada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), por ordem do governador Camilo Santana. 

Para a fonte ouvida pelo O POVO Online é necessária a atuação de profissionais especializados. Segundo a fonte, as medidas de longa jornada de horas extras, retorno de profissionais da reserva, que serão adotadas no Ceará, ainda não contam com a percepção que as ações das fações envolvem explosivos e ações complexas. 

O 2º curso de Operações Especiais que formam os "Caveiras", por exemplo, aconteceu 22 anos depois do primeiro e dos 44 alunos, apenas 19 terminaram. O que demonstra a necessidade de profissionais especializados no combate a facções criminosas. 

Os policiais que não estavam na ação de Milagres permaneceram no Gate e tiveram aumento da carga de trabalho e suas folgas foram retiradas por conta da falta de pessoal e aumento da demanda de ocorrências envolvendo explosivos.

Ataques, uso de explosivos e fake news 

Neste sábado, 12, a Polícia Civil apreendeu cinco toneladas de explosivos que estavam de posse de criminosos no bairro Jangurussu. O material havia sido roubado no dia 21 de dezembro do ano passado. Apesar da baixa no crime organizado, por volta da meia noite, um novo ataque com explosivos foi registrado no Juizado Especial Criminal, no bairro Montese. O viaduto de Chorozinho também foi alvo de atentado neste domingo, 13. 

Outros ataques divulgados em redes sociais, como um incêndio no banco Santander da avenida Barão de Studart e um ataque a uma antena de telefonia em Maracanaú, não foram confirmados. Equipe de reportagem foi acionada e constatou que não houve nada nos respectivos locais.O POVO

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