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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

FACÇÕES BRASILEIRAS MANTÊM CONEXÃO COM MÁFIAS INTERNACIONAIS

Por ipuemfoco   Postado  terça-feira, janeiro 15, 2019   Sem Comentários


O POVO mostrou, em 3 dezembro de 2017, detalhes de duas investigações da Polícia Federal que miravam o tráfico de cocaína pelo modal marítimo. Nas operações Contentor e Brabo, foram interceptadas 7,6 toneladas de cocaína, dentro e fora do Brasil. O caminho da droga seguia para Itália, Espanha, Bélgica, Inglaterra e Rússia.

As diligências revelaram conexões das facções brasileiras com a máfia N'drangheta, da Itália, com traficantes russos e com o clã Saric. Atuavam como um consórcio com os sulamericanos, dividiam tarefas e lucros. A família Saric é da Sérvia e lidera o crime na península dos Bálcãs, uma região no miolo da Europa. Dois irmãos do narcoclã foram presos na operação Brabo.

"O grupo deles tinha duas vocações. Fazia contatos no exterior para a droga de terceiros que estavam no Brasil, e a remessa de drogas deles mesmos, pertencentes a eles próprios (sérvios). Mandavam drogas deles e de outros traficantes", disse ao O POVO o delegado federal Agnaldo Mendonça, que à época chefiou a investigação da operação Brabo no porto de Santos.

A droga apreendida na operação Brabo estava no pátio dos portos ou já dentro dos navios. Viajariam em bolsas, escondidas em ambientes da embarcação ou em fundos falsos dos contêineres. Como o flagrante acidental feito no porto do Mucuripe, em Fortaleza. (Cláudio Ribeiro)

SEGURANÇA NO PORTO: PAPÉIS NA FISCALIZAÇÃO

Receita Federal:
Reprime principalmente crimes de descaminho e contrabando, para o recolhimento de impostos nacionais. Para isso, controla o acesso e a saída de mercadorias. É o agente da alfândega que inspeciona contêineres ovados (carregados) com o uso de scanner.

Polícia Federal: Atua em crimes praticados na área portuária, tanto em terra como no ambiente embarcado. O tráfico de drogas ou imigrantes ilegais estão entre os casos. Um furto num contêiner vindo do exterior ou pertencente a órgão federal será tratado pela PF. Um furto de objeto ou mesmo de contêiner de propriedade particular nacional poderá ser absorvido pela Polícia Civil (estadual).

Administração portuária:
Fazem a vigilância e o policiamento interno. Monitoram segurança nos ambientes internos e externos com câmeras e vigilantes e colaboram com os órgãos intervenientes (PF, Receita ou Capitania dos Portos). É o trabalho preventivo.

Polícia Costeira: A Capitania dos Portos responde principalmente pelo controle do tráfego na área portuária e a inspeção interna. Em ambos os casos, para pequenas e grandes embarcações.

O porto do Mucuripe é ambiente federal, vinculado à Secretaria de Portos da Presidência da República. O Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) pertence ao Estado, mas é empresa de economia mista.OPOVO

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