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sábado, 14 de julho de 2018

UMA CEARENSE COMANDARIA PONTOS DE DROGAS DO PCC EM SÃO PAULO

Por Rogerio Palhano   Postado  sábado, julho 14, 2018   Sem Comentários

Uma cearense, Tamara Mayra Façanha Silva, está entre os 75 denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por participar ativamente do tráfico de drogas
e outras atividades coordenadas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). 

No documento, de 569 páginas, a jovem de 24 anos, também conhecida por Pantera Negra, é responsável pelos negócios criminosos de seu companheiro Flávio Henrique Breve.

Breve, que usa os codinomes de Érick, Luan e Bonito, ocupa um escalão de destaque na hierarquia do PCC no Brasil. Da Penitenciária Nestor Canoa de Mirandópolis, em São Paulo, estado onde está o principal comando da facção, ele é o “Geral de Santa Catarina”. O homem que acompanha as ações criminosas naquele território da Região Sul.

Pela denúncia do MSPS, assinada pelo promotor Lincoln Gakiya, Mayra integraria o setor denominado “Fora do Ar” e é a “Ponteira do Geral Solevante”. De São Paulo, ela atuaria fora dos presídios na gerência de vários pontos de vendas ou “biqueiras” de cocaína, maconha, crack e ou outras drogas. Além disso, viabilizaria demandas do PCC ordenadas pelo marido ou por um chefe acima dele.

Para se chegar à atuação da cearense na facção, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) monitorou por alguns meses escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. Mesmo mudando de número de telefone e de nomes, os promotores conseguiram mapear os passos dela e de vários criminosos da cadeia de comando do marido.

Em uma das conversas, em 16/12/2017, Mayra acerta com uma advogada como irá fazer para livrar o flagrante de quatros “meliantes” presos em um dos pontos de droga. Ocasião em que a polícia apreendeu a bolsa contendo cartões e documentos da cearense.Na interceptação, a revelação também de que a polícia não havia apresentado toda a quantidade de droga recolhida no local nem o montante certo de dinheiro do tráfico.

No momento em que a polícia invadiu a boca de fumo, Mayra conseguiu fugir pulando muros da vizinhança da “biqueira” do PCC. Na casa havia “40 pacotes de ‘branca’ (cocaína) e 30 de ‘dura’ (crack)”. Além de controlar o comércio, a denunciada também acompanharia toda a movimentação financeira.

Em 7/12/20127, temendo ser transferido de presídio e ficar incomunicável, Henrique Breve ligou para esposa e alertou para valores ou devoluções de drogas que vendedores de rua do PCC deveriam fazer no dia seguinte. Pagamentos de R$ 300 a R$ 25 mil reais. “O cunhado do Chacao deve R$ 6 mil; Vudú deve R$ 1200; Hugo deve R$ 2400; Fio deve 4 mil e esta com prazo vencido; irmão Nei deve 25 mil; irmão Erê Tupã deve R$ 4 mil...”, disse ao telefone.

Mayra Façanha, de acordo com a denúncia do MPSP, é natural de Boa Viagem. Município do sertão cearense de onde foram recrutados dezenas de criminosos para o furto milionário ao Banco Central de Fortaleza, em agosto de 2005.

É de Boa Viagem um dos líderes do furto e integrante do PCC: Antônio Jussivan Alves dos Santos, o Alemão. Na época, segundo o delegado federal Antônio Celso, a facção investiu pelo menos R$ 800 mil no planejamento e execução do maior roubo a banco do País. Foram levados R$ 164,7 milhões.
(Demitri Túlio / Thiago Paiva/OPOVO)

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