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quinta-feira, 26 de julho de 2018

QUE FAZ O PAPEL DO CENTRÃO NO CEARÁ ?

Por Rogerio Palhano   Postado  quinta-feira, julho 26, 2018   Sem Comentários


O vai e vem do Centrão – o amontoado de partidos liderado por PR, PP, SD, PSD, PTB e PRB – em busca de um candidato à Presidência que possa garantir ao grupo as

melhores vantagens em troca de apoio eleitoral mostrou ao País como a prática do fisiologismo resiste aos escândalos, prisões e, sobretudo, à rejeição da opinião pública.

Ensaiaram uma aliança com Bolsonaro, depois pareciam firmes com Ciro Gomes e agora, até o momento, indicam acordo com Geraldo Alckmin, mas a qualquer momento, a depender da oferta, podem mudar de novo.

A presença forte dessa prática no cenário nacional para as eleições de 2018 nos permite perguntar: E, no Ceará, quem faz o papel do Centrão?

Para responder a essa questão, é preciso compreender que, por aqui, como no Nordeste em geral, grupos políticos familiares são mais fortes do que os partidos de médio porte. Essas siglas, aliás, sabendo disso, se deixam usar por esses grupos.

O PSD e o PMB, por exemplo, feudos de Domingos Filho, são presididos por Domingos Neto e Patrícia Aguiar, respectivamente filho e esposa do patriarca. Até um dia desses estavam na oposição ao governo estadual, agora são governistas.

O PDT é o maior partido do estado, porque abriu as portas para os Ferreira Gomes, família em torno da qual outras tantas orbitam em busca de pedaços de poder. Zezinho Albuquerque tem o filho Antônio, candidato a deputado pelo PP. Júlio César, do PEN de Maracanaú, tem o filho deputado Julhinho no PPS, e Moroni Torgan conseguiu uma secretaria para o filho candidato a deputado na Prefeitura de Fortaleza. Genecias Noronha é outro que pulou da oposição para a base aliada de olho na eleição.

Existem muitos outros casos. Cada região do estado tem suas famílias tradicionais na política. O que importa, para efeito de compreensão, é que o Centrão do Ceará não é feito pela sopa de letrinhas partidárias, mas principalmente (com raríssimas exceções) por sobrenomes que se repetem nas urnas eletrônicas de quatro em quatro anos.
Por Wanderley Filho/TRIBUNADOCEARÁ

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