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domingo, 10 de junho de 2018

ACOMODAR 24 PARTIDOS É O DESAFIO DE CAMILO SANTANA

Por Rogerio Palhano   Postado  domingo, junho 10, 2018   Sem Comentários


Nacionalmente, o Partido dos Trabalhadores tem adotado o discurso de que o Congresso Nacional tem uma importância igual ou até maior, em alguns episódios, do que o próprio Executivo. 

Foi pelas mãos do legislativo que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) sofreu impeachment, o mesmo ocorreu com o ex-presidente Fernando Collor de Melo.

É nesse sentido que a legenda trabalha para fortalecer Câmara dos Deputados e Senado como forma de garantir a governabilidade, em caso de vitória no processo eleitoral — isso, superada a questão judicial difícil que envolve Lula. A disputa proporcional, assim, acaba ganhando protagonismo também nos estados.

No Ceará, com o PT de Camilo Santana, o cenário não é tão diferente. Já com a base massacrando a oposição, em números, a estratégia é manter a hegemonia na Assembleia Legislativa também como forma de alavancar a campanha de Ciro Gomes (PDT) à presidência da República.

Nas primeiras movimentações de bastidores para a eleição proporcional de outubro próximo, surgiu a ideia do “blocão”, que seria a junção de todos os partidos possíveis do grupo aliado de Cid e Ciro Gomes para a disputa das 46 vagas a nível estadual e das 22 vagas no âmbito federal.

“A gente tem trabalhado que quanto mais deputados ficarem num bloco só, melhor para todos os deputados. Mas esse convencimento tem que ser analisado partido a partido”, conta Tin Gomes (PDT).

Partidos de maior envergadura no Ceará defenderam a proposta. Assim como o PDT, o MDB de Eunício Oliveira viu a estratégia benéfica para continuar entre os maiores da Casa.

O discurso é de “união pelo Ceará” com todas as legendas dizendo contribuir para o mesmo fim: o bem do Estado. O pragmatismo, no entanto, prega outro modelo de disputa. Embora governista, o PPS rechaça a ideia de integrar um grande bloco — quer integrar um conjunto menor de agremiações para “se salvar” em um bolo de candidatos que têm mais votos, e mais dinheiro.

É o mesmo pensamento do PR, de Gorete Pereira. A única deputada da sigla na AL, Dra. Silvana, defende que o partido fuja do blocão e se integre com partidos considerados “medianos”, em que os postulantes podem disputar em tom de igualdade com todos os candidatos do grupo.

“Não tem como não coligar. Mas o problema do blocão é que são muitos candidatos”, justifica a parlamentar.

Na Assembleia Legislativa, além do “blocão” e de arranjos em menor escala, há siglas defendendo chapa pura. Patriota e PT devem seguir por esse caminho. O PT avalia que perdeu dois deputados estaduais em 2014 por ter integrado o bloco maior liderado à época pelo Pros.

Ex-secretário do Desenvolvimento Agrário, e deputado estadual, Dedé Teixeira (PT) avalia que o governador sofrerá pressão para convencer o partido a formalizar a coligação com os demais partidos da base.

O raciocínio de convencimento deverá partir de uma conversa entre o governador Camilo e Cid Gomes, os interlocutores do PT e do PDT, respectivamente, com os demais partidos.

Parlamentares consultados pela reportagem tentam arrastar as negociações finais para julho, que é quando as definições são oficializadas através das convenções. “Só existe especulação entre os próprios deputados”, diz Tin Gomes (PDT), que aponta uma reunião com poder de definição apenas no final deste mês.

“A cada eleição você tem que discutir. A cada eleição tem os cálculos.Tem outros elementos que têm que ser levados em conta, que só se define com o encontro em julho”, aponta a deputada Rachel Marques (PT).

O deputado estadual Júlio César (PPS) afirmou ao O POVO que o que tem sido amadurecido nas “cabeças” da base do governador é a necessidade do lançamento de mais de um bloco, já que uma coligação pode lançar “apenas” 69 candidatos. O grupo aliado, porém, é bem maior.

“Os pequenos estão conversando tudo entre si. Está mais avançado PPS, PRTB, PPL e estamos conversando com o PTB. Patriota vai sozinho. O resto está tudo solto aí”, revela o parlamentar sobre as indefinições em um cenário ainda embrionário do ponto de vista dos acordos.WAGNER MENDES

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