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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

CÂMARA DE ACARAPE É INVESTIGADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO

Por ipuemfoco   Postado  quarta-feira, novembro 01, 2017   Sem Comentários

O Ministério Público do Ceará cumpriu na tarde desta terça-feira (31), com apoio da Polícia Civil, mandado de busca e apreensão na Câmara Municipal de Acarape, no Maciço de Baturité.

A medida, requerida pela Promotoria de Justiça da Comarca de Acarape e deferida pela juíza titular da Comarca, objetiva apurar a contratação de servidores fantasmas pela Câmara Municipal.

“Além disso, há indícios de falsificação de um Decreto Legislativo, supostamente datado de janeiro de 2017, com a finalidade de camuflar irregularidades e ludibriar as investigações”, destacou o promotor de Justiça André Zech Sylvestre, titular da Promotoria de Justiça da Comarca de Acarape.

Nota da Polícia

Em nota a Polícia Civil revelou que está cumprindo, nesta terça-feira (31), mandatos de busca e apreensão na Câmara dos Vereadores de Acarape para desarticular um esquema de funcionários fantasmas que estariam beneficiando sete dos nove parlamentares da Casa. O caso está nas mãos do promotor André Zeck, do Ministério Público do Ceará (MPCE), que investiga ainda uma tentativa de obstrução de Justiça por parte do presidente da Câmara, José do Franzé (PSD).

O caso veio à tona em 2014, quando um homem tentou renovar o benefício do Bolsa Família e foi impedido por seu nome constar, sem seu consentimento, como assessor do vereador Fernando dos Morenos (PMB). O homem processou o parlamentar e pôs em evidência o esquema de funcionários fantasmas na Câmara.

Durante a investigação, já em 2017, o Ministério Público requisitou a José do Franzé a lista de assessores contratados pela Câmara. O presidente da Casa enviou ao MP um documento com os nomes dos assessores, que teriam sido contratados em 1º de janeiro de 2017, o que chamou a atenção do promotor, já que a data é reservada para a posse dos vereadores eleitos.

Entre os assessores contratados, com remuneração de cerca de R$ 1.100, estavam pessoas que nem moravam em Acarape. A situação do presidente da Câmara se complicou ainda mais quando agentes da Polícia Civil encontraram o livro de ponto dos funcionários fantasmas, com todo o ano de 2017 assinado, incluindo os meses de recesso parlamentar. Estariam envolvidos no esquema sete dos nove vereadores, incluindo Fernando dos Morenos, reeleito em 2016, e José do Franzé.

Até às 17h de ontem, agentes da Polícia Civil seguiam dentro da Câmara colhendo esclarecimentos e apreendendo documentos e outros materiais para a investigação. Ninguém foi preso até o momento.
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