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terça-feira, 3 de outubro de 2017

UMA EM CADA SEIS CIDADES CEARENSES DIZEM TER PROBLEMAS GRAVES COM CRACK

Por Rogerio Palhano   Postado  terça-feira, outubro 03, 2017   Sem Comentários

Entre as 32 cidades com problemas graves, estão Maracanaú, Eusébio, Sobral e Juazeiro do Norte, segundo pesquisa nacional.
Dezessete por cento das cidades cearenses reconhecem ter um nível alto de problemas relacionados ao uso de crack. É o que aponta levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que teve como base questionário sobre políticas sociais nas cidades, respondido por integrantes da administração de municípios de todo o País.

Entre as 32 cidades com graves problemas, estão Maracanaú, Eusébio, Sobral e Juazeiro do Norte. Fortaleza respondeu ter “problemas médios” com a droga, assim como outras 74 cidades. Responderam ter um “baixo nível de problemas” outras 77. Apenas sete cidades responderam não ter problema nenhum. Trinta e três não responderam, incluindo Caucaia.

Os resultados foram divulgado na plataforma digital “Observatório do Crack“. O estudo apontou que o crack causa um nível alto de problemas em 1.151 municípios brasileiros — ou seja, uma em cada cinco cidades do País. Estima-se que cerca de 2 milhões de pessoas usem crack no Brasil. Apenas 254 cidades afirmaram não ter problemas com a droga.

A relação do uso de drogas, lícitas ou não, com a violência é evidente, o que suscita uma mudança de pensamento acerca das drogas a fim de um melhor enfrentamento do problema. É o que afirma o médico psiquiatra Fábio Gomes de Matos, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e membro do Laboratório de Estudos da Violência (LEV), da mesma instituição.

Em entrevista à Rádio Tribuna Bandnews, ele afirmou não se pode pensar no combate aos abusos de drogas apenas com Polícia. “A gente tem que pensar em termos de educação da comunidade, educação daquela pessoa que é dependente química, ela ser inserida em tratamento no momento em que for detectada [a dependência]“.

O professor ainda traço um paralelo com a Lei Seca, que pune mais rigorosamente os motoristas flagrados consumindo álcool e fez cair os índices de violência no trânsito. “A lição é bastante clara”, afirma, tendo havido uma educação da sociedade sobre o tema.
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