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terça-feira, 29 de agosto de 2017

O FILME,'A LEI É PARA TODOS';MAIS PARA DOCUMENTÁRIO DO QUE FICÇÃO,DIZ DELEGADO

Por Rogerio Palhano   Postado  terça-feira, agosto 29, 2017   Sem Comentários


O delegado Igor Romário de Paula, da Polícia Federal em Curitiba, definiu o filme "Polícia Federal - A Lei É Para Todos" como "mais para documentário do que ficção". 


O delegado assistiu ao longa na pré-estreia nesta segunda-feira, 28, em Curitiba. "Acho que não dá para se caracterizar como um programa de ficção, não. Está mais próximo para o documentário do que para a ficção", disse.Os juízes federais Sérgio Moro e Marcelo Bretas e o procurador da República Deltan Dallagnol também estiveram na noite desta segunda em um shopping de Curitiba para assistir à pré-estreia do filme.

O longa, que estreia em 7 de setembro, destaca cenas de ação, histórias da força-tarefa e personagens que ganharam relevância a partir das investigações do início da Operação Lava Jato até março de 2016, sob a ótica da equipe da Polícia Federal.

"Acho que foi da proposta deles, fazer um filme mais com foco na investigação policial. Acho que se vier um segundo, o papel deles (Ministério Público Federal) tende a ser um papel de destaque. Vai ser um pedaço muito focado em decorrência das colaborações, tende a ser o destaque principal do Ministério Público na próxima", avaliou Igor Romário.

O delegado Márcio Adriano Anselmo, responsável pela investigação originária do escândalo que envolveu a Petrobras, disse ter gostado do filme. "Tem sua licença poética, eu não falo tanta besteira assim", brincou.

"A Lei é Para Todos" é inspirado no livro homônimo de autoria de Carlos Graieb e Ana Maria Santos. Ambientado no Paraná, Estado onde nasceu a operação, o filme é narrado pelo delegado Ivan (Antonio Calloni) e traz seu ponto de vista, o de sua equipe da Polícia Federal e da força-tarefa do Ministério Público Federal.

O longa revela os esforços para desvendar o esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propinas a executivos de uma estatal de petróleo, empreiteiras, partidos políticos e parlamentares. O thriller mostra ainda o papel da Justiça para que a investigação não fosse destruída pelas forças políticas envolvidas.

"É uma operação fundamental para o Brasil. Com todos os erros e acertos, é uma operação fundamental. Eu pude ver de perto esses caras trabalhando e eles fazem o máximo para acertar e melhorar o Brasil. Totalmente sérios, não tem nenhum heroísmo. Heroísmo é para revista em quadrinho. Eles não são heróis, são trabalhadores como nós. E querem fazer o melhor para o Brasil", afirmou Antonio Calloni.

O início do longa relembra casos de corrupção no País, enumera operações - Satiagraha, Castelo de Areia, Mensalão Mineiro, Mensalão - e aponta a data em que os desvios começaram: 1500. "Roubava-se de tudo e de todos", diz o narrador. "Mar sem fim de corrupção."

Calloni afirmou que o thriller proporciona "uma provocação saudável para o debate". "E que o debate seja saudável e adulto. Discordem do filme, concordem com o filme, debatam o filme, mas principalmente divirtam-se, porque é cinema, é um thriller policial de primeiríssima qualidade. E é nosso. É um filme muito bom, mostra um recorte da nossa história muito interessante", afirmou.

A atriz Flavia Alessandra faz Bia, uma delegada da Polícia Federal. A personagem é inspirada também na delegada Erika Marena, que fez parte da equipe originária da Lava Jato, e inventou o nome da operação.

"Cabia a mim a síntese dessas delegadas, dessas mulheres que fazem parte dessa força-tarefa. É incrível, elas são sensacionais e eu espero que eu tenha conseguido representá-las bem", disse a atriz. "Acho que é o tema (Lava Jato) que a gente mais fala nas rodas, nos bares, nas saídas, encontros em família e quando a gente estava filmando a gente se inteirou ainda mais. Foi muito bom."

O longa mostra as prisões do doleiro Alberto Youssef, do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, do empreiteiro Marcelo Odebrecht e a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da SIlva. "A Lei é Para Todos" traz trechos fieis da Lava Jato, como o uso do processo eletrônico, o E-proc.

O depoimento de Lula - interpretado pelo ator Ary Fontoura -, na Operação Aletheia, em março do ano passado, no filme, tem frases das declarações prestadas pelo petista à Polícia Federal. Em outra cena, os delegados discutem as acusações contra Lula - triplex e sítio de Atibaia -, e lidam com documentos do caso. Até o agente Newton Ishii, o "japonês da Federal", aparece no longa.

"Polícia Federal - A Lei é Para Todos" tem direção de Marcelo Antunez, produção de Tomislav Blazic e conta a história da Lava Jato desde sua origem até março de 2016. No elenco, os atores Antonio Calloni, Flávia Alessandra, Bruce Gomlevsky, João Baldasserini, Marcelo Serrado, Rainer Cadete e Ary Fontoura.
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