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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

SENADO COM PREDOMÍNIO CEARENSE

Por Rogerio Palhano   Postado  quarta-feira, janeiro 04, 2017   Sem Comentários


Faltam quatro semanas para a eleição nas mesas diretoras das casas no Congresso Nacional. Tempo bastante para mudanças radicais, ainda mais na conjuntura de hoje,

quando tempestades ocorrem do dia para a noite. 

Há interesses a serem acomodados, disputas mais ou menos silenciosas em curso. E denúncias que podem surgir, força essa a mais imponderável que tem atuado sobre a política brasileira. Muita coisa pode mudar, mas, hoje, cearenses caminham para ocupar algumas das posições mais importantes dentro do Senado. 

Eunício Oliveira (PMDB) é o mais cotado para ser eleito presidente. Há resistências e não são poucas. De gente muito poderosa. Mas, todas as alternativas que surgem são apontadas como contraponto ao senador cearense.

Ele pode até não ser eleito, mas desponta como candidato a ser batido.

Tasso Jereissati (PSDB) é tido como nome praticamente certo para uma das principais comissões da Casa, a de Assuntos Econômicos. Fica atrás apenas da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e ganha ainda mais peso no contexto de crise econômica. Toda a pauta do ajuste fiscal passa por lá. 

Além disso, tem entre as atribuições a autorização de empréstimos internacionais para estados e municípios. Assim, trata-se de instância cuja influência é direta sobre a economia de todos os estados e dos principais municípios. O raio de influência vai muito além de Brasília. Deve ser uma das principais posições no Senado a serem ocupadas pelo PSDB.

Já a principal posição do PT tem como mais cotado José Pimentel (PT). A se manter o atual curso das articulações, deverá ser indicado primeiro secretário. É o cargo responsável pela administração e supervisão geral do Senado. Se não houver mudança drástica, os senadores pelo Ceará exercerão papéis cruciais no Legislativo.

Não chega a ser propriamente surpresa. Os três são personagens importantes em seus partidos. Dois foram ministros de Estado e o terceiro, Tasso, foi presidente nacional de seu partido em mais de uma ocasião. 

Para além da força na política local, os três têm peso nacional. No caso de Pimentel, ele é até mais importante dentro do PT nacional do que nas articulações estaduais, nas quais nunca conseguiu se colocar entre os caciques.

NO MEIO DO CAMINHO
Porém, como afirmei, há ainda obstáculos a essas pretensões. Nos bastidores, Renan Calheiros (PMDB-AL) vem sendo apontado como empecilho ao projeto de Eunício (foto) de sucedê-lo. Estaria brigando por poder. 
Por conseguir ou emplacar um aliado na liderança do PMDB ou o comando da CCJ. Renan é réu no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Está impedido de exercer uma de suas principais prerrogativas, que é substituir o presidente da República. A menos de um mês de deixar o comando do Senado, pode ser vítima do que aconteceu com Eduardo Cunha (PMDB-RJ): sem a presidência da Câmara dos Deputados, sua derrocada foi vertiginosa. Amanhã, Calheiros pode ser Cunha. 

Por isso, briga por tanto de influência quanto puder manter. Eunício, por sua vez, tem tentado se dissociar de Renan e de sua agenda. Com isso, tem havido atritos. Renan teria intenção de emplacar como sucessor Romero Jucá (PMDB-RR). A despeito da oposição do atual dirigente do Senado, Eunício ainda é tido como preferido de Michel Temer (PMDB).

Quanto à vaga de Pimentel, uma ameaça seria a intenção de petistas de lançar candidato a presidente do Senado, rejeitando composição com o PMDB. Nem todos estão confortáveis de fazer acordo com o partido que acusam repetidamente de golpe. Porém, essa jogada é muito alta. O PT corre risco de ficar sem vários de seus principais espaços se for para o confronto. Não é a aposta mais certa acreditar no enfrentamento.

EFEITOS
Qual a consequência de ter os três senadores cearenses em algumas das posições mais importantes do Senado? Pessoalmente, significa poder e prestígio para eles. Principalmente para Eunício. Ele se fortalece consideravelmente no jogo de 2018. Já para o Estado, depende muito. 

Não necessariamente o fortalecimento dos representantes políticos se reverte em benefícios para o Ceará. O prestígio dos cearenses em Brasília já subiu e já desceu. Em muitos momentos, a bancada do Estado já teve muito poder. Na maioria, os ganhos concretos daí decorrentes nunca chegaram à população.

HERDEIRO

Novo secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho de Fortaleza, Mosiah Torgan, filho do vice-prefeito Moroni Torgan (DEM), é apontado nos bastidores políticos como pré-candidato a deputado federal em 2018.

Na política raramente há ponto sem nó.
ÉRICO FIRMO

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