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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O PAÍS DAS ESTATAIS E DA CORRUPÇÃO

Por Rogerio Palhano   Postado  segunda-feira, janeiro 16, 2017   Sem Comentários

Governos tentaculares, estruturas de poder inchadas e proliferação de empresas estatais formam o caldo fértil e propício à corrupção.
 
Estatais deficitárias e ineficientes são bancadas pelo contribuinte. Nomeações políticas para o comando das estatais coroam o ciclo de vícios. Logo, a manchete é a seguinte: “Geddel passava informações privilegiadas a grupo criminoso, diz investigação”.

Pois é. O Geddel em questão é o Vieira Lima, ex-deputado federal aliado do presidiário Eduardo Cunha. A investigação, fruto da primeira operação da Lava Jato em 2017, diz respeito às peripécias de Geddel nos tempos em que foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal. 

O que Geddel fazia lá? Ora, respondia à lógica estruturada no Governo Federal. A presidente era Dilma Rousseff. Sob Lula, o baiano já havia sido ministro da Integração Nacional.

Uma vez perguntei a uma fonte qual o sentido de entregar para tipos como Geddel um poderoso naco de um banco estatal. “Ora, é simples. Gente como o Geddel é quem sabe operar. Um profissional. Ele vai para o cargo com intuitos muito bem definidos”

É claro. Toda a trama é revestida de objetivos políticos. Ou seja, atender às necessidades da base política do governante. A tal governabilidade.

Daí a importância de medidas como a que criou critérios (leis das estatais) para a ocupação de cargos nas empresas públicas. Entre os pontos, a proibição de nomear políticos para funções nas empresas do Governo. 

É o suficiente? Claro que não. Afinal, boa parte da bandalheira operada na Petrobras teve o protagonismo de funcionários públicos de carreira.

É bom lembrar o périplo de Fernando Collor, o senador que ganhou de bandeja o mando na distribuidora de combustíveis da Petrobras, uma subsidiária que sozinha já seria gigante. Collor não precisou colocar um político no comando da empresa. 

Bastou que sua influência fosse avalizada por Lula e Dilma para que a engrenagem funcionasse plenamente a seu favor, como apontam investigações da Lava Jato.

O melhor caminho é o de sempre. O Estado não precisa atuar em muitos dos setores que hoje atua. Atualmente, só no âmbito do Governo Federal, são mais de cem estatais. Se considerarmos as estatais mantidas pelos estados e por muitos municípios, é provável que se chegue ao dobro. Muitos esfregam as mãos para controlar essas máquinas.

A cultura estatizante é muito forte no Brasil. Nasceu com Getúlio Vargas.

Floresceu na ditadura militar, que muitos chamam de “direita”. Mantém-se célere desde então. Sob os auspícios do tucano Fernando Henrique Cardoso, que a esquerda apelida de “neoliberal”, o Brasil ganhou 27 novas estatais. Na era petista, a coisa ganhou força. Foram 25 novas estatais criadas por Lula e mais 13 por Dilma. São milhares de cargos disponíveis.FABIO CAMPOS/O POVO

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